DISTRIBUIÇÃO 1)Indicação 037/2000 - Assunto: PEC 106/99, de autoria do Deputado Leur Lomanto. Propõe a revogação do § 7º, do art. 14 da Constituição Federal, a fim de possibilitar a eleição de cônjuge e parentes consangüíneos ou afins dos ocupantes dos cargos de Presidente da República, Governador de Estado e Prefeitos em seus respectivos territórios de atuação. 2)Indicação 036/2002 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Renato Neves Tonini sobre o PL 6.764/2002 (encaminhado pelo Poder Executivo), que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito e sua inclusão no Código Penal. 3)Indicação 003/2003 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Benedito Calheiros Bomfim. Propõe acréscimo na redação artigo 5º, LXXI, da Constituição Federal (para tornar exeqüível o mandado de injunção), sendo incluído no referido texto constitucional: "... devendo a autoridade judiciária determinar a satisfação do direito nos termos em que definir a regulamentação para o caso concreto". 4) Indicação 023/2003 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Aldo Jacomo Zucca. Trata de mora legislativa para regulamentação do artigo 23, § único da Constituição Federal: "Lei Complementar fixará normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional". 5)Indicação 013/2005 - Assunto: PL 3.982/04, de autoria do Deputado Ivan Ranzolin. Propõe a necessidade de prévia autorização pelo Poder Executivo para funcionamento de ONGs estrangeiras no País. 6)Indicação 023/2005 - Assunto: PL 3.877/04, de autoria da Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs no Senado Federal. O projeto trata de regulamentar a constituição de ONGs, criando o cadastro nacional das referidas entidades e outras providências. 7)Indicação 105/2006 - Assunto: PL 7.367/06, de autoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios. Propõe inclusões na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) com o fim de aplicar sanções aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício do mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública. 8)Indicação 106/2006 - Assunto: PL 7.368/06, de autoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios. Propõe criar o sistema nacional de combate à corrupção, alcançando todos os agentes envolvidos direta ou indiretamente com a administração pública nacional. 9)Indicação 086/2006 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Marco Enrico Slerca. A proposta tem por objeto o posicionamento do Instituto a respeito da idade mínima para ingresso na carreira da magistratura. 10)Indicação 104/2006 - Assunto: Projeto de Lei 7.099/06, de autoria do Deputado Francisco Rodrigues. O PL propõe a regulamentação da exploração de minerais em terras indígenas e a possibilidade de ser firmado o contrato de parceria entre o concessionário e entidades jurídicas constituída exclusivamente por indígenas. 11)Indicação 107/2006 - Assunto: Projeto de Lei 7.494/06, de autoria do Deputado Wladimir Costa com o objetivo de autorizar integrantes das forças de segurança pública dos estados e das guardas municipais, nos dias de folga, a prestar serviços de segurança privada nas empresas especializadas de vigilância e transportes de valores. 12)Indicação 009/2007 - Assunto: PEC 2/07, de autoria do Deputado Roberto Magalhães. A proposta tem por finalidade revogar o artigo 62 da Constituição Federal, extinguindo a Medida Provisória. PEC devolvida ao autor. Tema relevante e necessário ao debate, mesmo sendo retirado da pauta legislativa. 13)Indicação 006/2007 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Jayme Leo Uryn sobre a questão alimentar no Brasil e no mundo. Eliminação da fome e da miséria. Assunto para sessão pública especial, com convocação de membro da Academia Nacional de Medicina e integrante da FAO/ONU. 14)Indicação 010/2007 - Assunto: PEC 04/07, de autoria do Deputado José Rocha. Proposta tinha por objetivo revogar a reeleição para os cargos de Presidente da República, Governadores e Prefeitos. PEC arquivada. Tema relevante e necessário ao debate, mesmo sendo retirado da pauta legislativa. 15)Indicação 032/2007 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Marco Enrico Slerca. Propõe a análise de inconstitucionalidade para exigência de depósito recursal no âmbito do processo do trabalho e em causas de pequeno valor, uma vez que o STF julgou inconstitucional o depósito prévio nos processos administrativos. 16)Indicação 044/2007 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Augusto Haddock Lobo. Trata da indicação da PEC 115/07, de autoria do Deputado Paulo Renato de Souza, que propõe criar o Tribunal Superior da Probidade Administrativa. 17)Indicação 051/2007 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Odilon Niskier. Trata de consulta a respeito de competência e de propositura de ação judicial para apreciar inconstitucionalidade e/ou ilegalidade da Portaria 264/2007, do Ministério da Justiça, que regula a classificação indicativa de audiovisuais de televisão e congênere. 18)Indicação 016/2008 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Benedito Calheiros Bomfim. Propõe a manifestação do Instituto a respeito da apresentação de candidatos a cargos políticos com antecedentes criminais. 19)Indicação 021/2008 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Alexandre Brandão Martins Ferreira a respeito de maus tratos a animais por meio da Lei Federal 9.605/98. Pretende o autor a extensão das sanções previstas na referida lei aos praticantes de cultos religiosos que sacrificam animais, bem como para o confinamento e criação de animais fora do manejo normal. 20)Indicação 041/2008 - Assunto: Indicação de autoria do Dr. Luiz Eduardo Anesciar. Propõe a análise da utilização pelo Poder Executivo de Medidas Provisórias, como meio ordinário, e não extraordinário, como definido na Constituição. 21)Indicação 012/2008 - Assunto: Indicação de autoria da Dra. Guilhermina Lavos Coimbra. Trata de análise sobre "Reserva Nacional de Niobio". Indicação oriunda da Comissão de Direito Ambiental, com o parecer do Dr. Francisco Carrera. 22)Análise de Assistencia Amicus Curiae na ADPF da OAB sobre a Lei de Anistia. | |
| Reunião da Comissão Permanente de Direito Penal, discutindo o projeto de Codigo de Proc. Penal. Presidencia de Fernando Fragoso. | |
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Desenvolvida a partir de um convênio firmado em dezembro de 2008, entre o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e o Centro de Estudos de Direito e Sociedade (CEDES/Iuperj), a pesquisa a "A Constitucionalização do Trabalho no Brasil", busca mapear e analisar a produção normativa sobre o mundo do trabalho no Brasil, entre 1988 e 2008. Neste número especial do Boletim CEDES, apresentaremos os resultados deste trabalho. O objetivo principal desta investigação foi o de fomentar a pesquisa empírica sobre a produção normativa na área do direito do trabalho, especialmente no sentido de se formular uma compreensão do atual estado das artes da legislação trabalhista no Brasil a partir da Constituição de 1988. Por definição, este estudo está destinado a estabelecer um processo de discussão com especialistas e interessados na matéria. Além da análise sistemática, a pesquisa empírica também gerou um banco de dados e de informações que poderão ser úteis para novas investigações. O trabalho coordenado por Luiz Werneck Vianna (CEDES/IUPERJ) e Marcelo Burgos (CEDES/PUC-Rio) contou com a colaboração de Paula Salles, mestranda em Ciências Sociais pela PUC-Rio, e que também faz parte da coordenação da pesquisa, de Ana Paula Carvalho Soares e de Fernando Perlatto, mestres em sociologia e doutorandos em sociologia pelo IUPERJ, e de Aline dos Santos Silva, estudante de graduação em Ciências Sociais na PUC-Rio. Boletim do Centro de Estudos Direito e Sociedade |
| Debate: Constitucionalização das Relações de Trabalho no Brasil O Centro de Estudos Direito e Sociedade realizou debate sobre a constitucionalização das relações de trabalho no Brasil, tendo como base a pesquisa realizada pelo CEDES, em parceria com o Instituto de Advogados Brasileiros. Acesse o Relato da atividade, que contou com a participação de Luiz Werneck Vianna (IUPERJ/CEDES), Cássio Casagrande (Procurador do Ministério Público do Trabalho/CEDES) e Adalberto Cardoso (IUPERJ). |
COMISSÃO DE DIREITO ADMINISTRATIVO |
A Comissão Permanente de Direito Agrário foi criada pelo presidente do IAB/RJ, Dr. Henrique Cláudio Maués, através da Portaria Nº. 70/2009, de 1º de julho de 2009, instituindo como seu presidente o Dr. Octavio Mello Alvarenga, que também preside a Sociedade Nacional de Agricultura e há 40 anos defende a criação de uma Justiça específica para as questões relativas ao campo. Em suas primeiras reuniões, a Comissão norteou suas bases na luta pela criação de uma estrutura independente no judiciário brasileiro e pela inclusão da cadeira de Direito Agrário nas faculdades de Direito do País. Esta última medida constitui o passo inicial da Comissão para a implementação efetiva de uma Justiça Agroambiental no país, tendo em vista a atual carência de magistrados com entendimento da matéria, que possam atuar com eficácia em processos envolvendo invasões de terra e violência no campo. A fim de incentivar o debate em torno desta e de outras questões relacionadas à propriedade da terra, meio ambiente, conflitos no campo, e outros assuntos de interesse, a Comissão Permanente de Direito Agrário tem ainda como objetivo a realização de eventos - seminários, palestras, mesas-redondas etc. -, reunindo advogados e demais especialistas nas diversas sedes do IAB no Brasil. Fazem parte da Comissão a procuradora Maria Cecília Ladeira de Almeida (vice-presidente), os advogados Theóphilo Azeredo Santos; Darcy Zibetti; Altir de Souza Maia; Newma Silva Ramos Maués; Eliete da Silva Teles; Sônia Helena Novaes Guimarães Moraes; Rosilda Lacerda Rocha, Aurora de Oliveira Coentro, Isaura Maria Perez Leal e Frederico Price Grechi; o secretário-geral da Associação Brasileira de Direito Agrário, Helio Roberto Novoa da Costa; o procurador federal do INCRA/MG, Luciano Dias Bicalho Camargos; o procurador regional da República, Luís Cláudio Pereira Leivas; o membro da comissão fiscal da SNA, Roberto Paraíso Rocha, e o diretor da SNA, Ronaldo de Albuquerque. Octavio Mello Alvarenga |
A Comissão Permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros retomou seus trabalhos no dia 18 de outubro de 2009.
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A Comissão foi instituída na gestão do Presidente Marcello Cerqueira, sob o ângulo e o imperativo de um estudo reflexivo do processo de integração regional, cuja designação inicial de Comissão Permanente de Direito Comunitário foi alterada, na Presidência da Dra Maria Adélia Campello, para Comissão Permanente de Direito de Integração, em ordem a conferir-lhe uma maior amplitude no quadro e no contexto de um mundo globalizado e em constante mudança. Maria Teresa de Carcomo Lobo Adilson Rodrigues Pires |
As ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OSs); ONGs; OSCIPs; SOCIEDADES DE PROPÓSITO ESPECÍFICO (SPEs), adaptação para o nosso idioma de "SPECIAL PURPOSE COMPANY - SPC"; "ENGINEERING, PROCEDIMENT & CONSTRUTION - EPC", costumeiramente chamado de CONSÓRCIO CONSTRUTOR, com pontos em comum com os CONTRATOS DE EMPREITADA GLOBAL; e, as PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (PPPs) justificam in casu essa iniciativa, à vista do inconteste fato de que, tais figuras jurídicas, circunstancial e permanentemente, carecem de estudos científicos e culturais específicos, suscitados nos dia de hoje, a todo momento.
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| Cadastramento de Advogados de outras Seccionais da OAB Tendo em vista que o Termo de Cadastramento de advogados perante a Justiça Federal fazia referência expressa à apresentação de identificação expedida pela OAB/RJ, a Presidente da Comissão de Direito e Tecnologia do IAB - Ana Amelia Menna Barreto - apresentou ao Dr. Renato Cesar Pessanha de Souza, Juiz Federal Supervisor do Processo Eletrônico, questionamento sobre o cadastramento de advogados inscritos em Seccional da OAB de outro Estado da Federação. Em virtude do disposto no Estatuto da Advocacia (art. 10, § 2º), a Justiça Federal confirmou a ausência de qualquer obstáculo ao cadastramento de advogados de outras Seccionais, desde que realizada a confirmação pessoal do cadastro mediante comparecimento presencial. | |
A Comissão Permanente de Direito e Tecnologia concentra esforços para difundir junto à comunidade jurídica as atualizações legislativas e práticas processuais relacionadas à incorporação da tecnologia ao Direito. A criação do projeto "e-proc" tem por objetivo apresentar os modelos de sistemas tecnológicos adotados pelo Poder Judiciário que viabilizam o chamado processo eletrônico, instituído pela 11.419/2006. A Comissão promoveu os seguintes eventos específicos sobre o tema: "Prática do Processo Eletrônico na Justiça Federal", "O STJ na Era Digital", "Processo Eletrônico na Justiça Estadual", apresentando como palestrantes membros do Poder Judiciário com vasta experiência no processo eletrônico. Cumpre destacar a presença do Ministro Luiz Fux do Superior Tribunal de Justiça como palestrante do evento, que prontamente atendeu o convite do Presidente do IAB, Dr. Henrique Maués. Finalizando o giro pelas Justiças Especializadas, finaliza a série "e-proc" a apresentação da Justiça Trabalhista. Em decorrência da grande aceitação do público interno e externo e das respostas aos questionários de satisfação aplicado em todos os eventos da Comissão, estão previstos a realização de cursos sobre documento eletrônico, certificação digital, penhora on line e uma oficina para capacitação de advogados quanto ao uso do certificado digital disponibilizado pela Ordem dos Advogados do Brasil. As reuniões da Comissão transcorrem através de grupo eletrônico onde se discute os temas a ela afetos. Aliada a produção intelectual dos membros da Comissão, nossa agenda de trabalho inclui a elaboração de trabalho colaborativo sobre as alterações legislativas ocorridas no ano de 2009. A agenda de realizações de nossa Comissão somente foi possível em vista do apoio incondicional do Presidente do IAB, Dr. Henrique Maués.
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A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ) , presidida pelo deputado Alessandro Molon, realizou audiência pública em 29 de abril, para contribuir com o projeto de construção colaborativa de um Marco Regulatório Civil da Internet Brasileira. Esteve em discussão o projeto de lei que será apresentado ao Congresso Nacional. A Presidente da Comissão de Direito e Tecnologia do IAB, Ana Amelia Menna Barreto, fez uso da palavra, ressaltando a necessidade da definição de normas claras sobre responsabilidade civil na internet para que se alcance a indispensável segurança jurídica. Acesse o vídeo da audiência pública Acesse a matéria da ALERJ |
Desde o ano 2.000, a Comissão Permanente de Direito Financeiro e Tributário do IAB é presidida por Adilson Rodrigues Pires, advogado e professor universitário. A comissão se reúne, no mínimo uma vez por mês, quando são debatidos os temas objeto de convocação e votados os pareceres sobre as indicações recebidas, tarefa compartilhada, por vezes, com as demais comissões. Todo ano, a comissão organiza um seminário, no segundo semestre, sobre tema relevante que desponta no cenário jurídico-tributário nacional. Dentre outros, pode ser destacado o Seminário sobre a Reforma Tributária, realizado em 2007, e amplamente coberto pelos órgãos de imprensa. Por ocasião das reuniões e dos eventos, ilustres palestrantes acrescentam seu conhecimento, participando das palestras ou como convidados para as nossas reuniões. Uma característica da comissão é sua pluralidade de formação, uma vez que é composta de membros com grande notoriedade acadêmica ou de vasta experiência no exercício da advocacia, assim como integrantes de órgãos do Poder Públicos. A diversidade das idades é, também, fator que congrega um espírito de grupo acima da vontade corporativa. Os assuntos pautados não se limitam ao direito tributário, pois perpassam o direito constitucional e outros campos afins. A comissão tem sido propositiva ao buscar temas de relevante interesse para a formação de novas indicações. Sempre que consultada, a comissão atende também aos interesses do Instituto dos Advogados Brasileiros. Como comissão, é um círculo aberto aos debates. Assim, todos aqueles que desejarem ingressar ou participar das nossas reuniões estão desde já convidados. ADILSON RODRIGUES PIRES EDUARDO RIBEIRO MOREIRA |
Reza o caput do art. 29 do Estatuto do Instituto dos Advogados Brasileiros:
2. Ao amparo da regra estatutária, o Presidente do Instituto a seu tempo criou uma Comissão Permanente de Direito Internacional, hoje integrada pelos membros Luiz Dilermando de Castello Cruz (Presidente), Guilhermina Lavos Coimbra (Vice-presidente e Coordenadora), Jayme Léo Uryn (Secretário), Adherbal Augusto Meira Mattos, Agustinho Fernandes Dias da Silva, Alexandre Magalhães de Mattos, Carlos Jorge Sampaio Costa, José Pires de Sá, Lílian Rosemary Weeks e Thales Rodrigues de Miranda.
Luiz Dilermando de Castello Cruz |
A Comissão Permanente de Direito Penal foi desafiada pelo saudoso Paulo Eduardo de Araújo Saboya em seu discurso de posse como presidente do Instituto, em 30 de abril de 2008, a retomar as atividades do exemplar Instituto de Ciências Penais, mantido pela Universidade Candido Mendes, que tantos bons serviços prestou à doutrina penal, formando uma geração de excelentes penalistas cariocas. |
Sob a presidência do sócio Jacksohn Grossman, reuniu-se a Comissão de Processo Civil em 28 de julho de 2010, com a presença dos membros Candido de Oliveira Bisneto, Tania Rodrigues de Araujo, Jose Campello de Oliveira Jr., Claudete Silva de Araújo Barata e Júlio Nelson da Silva Rocha. | |
Dra. Tania Rodrigues de Araujo, Dr. Júlio Nelson da Silva Rocha e Dr. Candido de Oliveira Bisneto. | |
Dr. Jacksohn Grossman e Dra. Claudete Silva de Araújo Barata |
Dia 22 de julho (quinta-feira), às 11h, será instaurada a Comissão de Prevenção à Dependência Química pelo presidente Fernando Fragoso. Esta Comissão, conforme já divulgado, será presidida pelo Dr. Talvane de Moraes, conceituado perito legista e integrante da Comissão de Direitos Humanos do IAB. No mesmo dia 22, às 13h, no Plenário do Instituto, será realizado o primeiro Seminário da Comissão de Prevenção à Dependência Química, com a presença de estudiosos da matéria e a comunidade universitária. O presidente Fernando Fragoso convida aos ilustres membros do IAB para o importante evento. |
Às 11 horas do dia 22 de julho, no plenário do IAB, o presidente Fernando Fragoso instaurou a Comissão, empossando os seus membros, sendo presidente o professor Talvane de Moraes e Vice-Presidente Marco Apolo Ramidan. E no mesmo dia, às 13 horas, a Comissão realizou o primeiro Seminário "As Drogas e a Realidade Jurídico-Social". As palestras que foram proferidas pelo doutor Jorge Jaber, Talvane de Moraes, Ester Kosovski, Ubyratan Cavalcanti e Francisco Duran Borjas. A platéia, em número bastante significativo de participante, foi composta por estudantes de direito, advogados, representante de entidades oficiais e outras pessoas que compareceram em decorrência da divulgação realizada pelas rádios Globo, Tupi e Catedral. O presidente Fernando Fragoso conclamou os estudantes a comparecerem ao Instituto, participando dos trabalhos das diferentes comissões, na forma de estágio assim como, franqueou a Biblioteca do IAB aos estudantes presentes. O seminário foi encerrado às 18 horas pelo presidente Talvane de Moraes e, fazendo uma saudação final aos presentes, a terceira-vice presidente Moema Baptista. |
Costuma-se dizer que o camelo é um cavalo desenhado por uma comissão. Ou seja, que, em geral, as comissões não funcionam, ou funcionam mal. Definitivamente não é esse o caso da Comissão Permanente de Direito de Propriedade Intelectual, que tenho a honra de presidir. Tudo começou com o meu querido amigo Ivan Alkmim. Quando presidiu o Instituto, o Alkmim me perguntou se aceitaria a tarefa de organizar e constituir uma nova Comissão no IAB, dedicada exclusivamente à Propriedade Intelectual. A lacuna precisava ser mesmo preenchida. Aceitei o desafio e tive o único mérito de convidar, para integrar o Colegiado, colegas mais gabaritados do que eu. Eles formam uma equipe seleta, composta por advogados do porte de Bruno Thompson, Sílvia Gandelman, João Carlos Müller Chaves, Sydney Limeira Sanches, Roberto Chamas, Fernando Fragoso, José Henrique Barbosa Moreira Lima Neto, Dirceu de Santa Rosa, José Campello de Oliveira Júnior, Luiz Leonardos, Gustavo Leonardos, Carlos Henrique Fróes e do Desembargador Federal, recentemente aposentado, Carlos Fernando Mathias de Souza, renomado especialista na matéria, que atuou por cerca de dois anos no STJ como Ministro convocado. Além de dar pareceres sobre projetos-de-lei em trâmite no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras Municipais, que versam, direta ou indiretamente, sobre Direitos Intelectuais, e de tratar de outras matérias de sua competência, que constituem objeto das Indicações que lhe são encaminhadas pela Presidência, a nossa Comissão tem como preocupações mais constantes: 1ª. O precário e limitadíssimo ensino dos Direitos Intelectuais nas faculdades de Direito do País. Pouquíssimos são os cursos que têm a Propriedade Intelectual como cadeira curricular obrigatória. Uma lástima. Os Direitos Intelectuais continuam sendo tratados como um simples ramo a mais Direito Civil e costumam "passar batido" nas universidades. A nossa Comissão vem batalhando para tentar reverter ou, pelo menos, atenuar esse quadro. Hoje, a chamada "indústria do entretenimento" só perde, no mundo, em geração e movimentação de recursos, para as indústrias bélica e do petróleo. E onde há muito dinheiro há interesse. Todo mundo quer tirar uma casquinha desses atraentes proventos, cada vez mais significativos na área da Propriedade Intelectual, em decorrência, sobretudo, dos polpudos resultados gerados pelo fantástico desenvolvimento tecnológico verificado nas últimas décadas, especialmente na área da Comunicação, tendo a Internet como sua expressão mais emblemática. Mas nem esse fenômeno foi suficiente para sensibilizar o Governo, no que concerne às universidades públicas, e os empresários, no que tange aos cursos particulares, que continuam muito tímidos e refratários ao ensino regular dos Direitos Intelectuais. A produção intelectual vem adquirindo tamanha importância econômica e movimenta recursos tão expressivos que não estarei exagerando ao afirmar que a ciência do Direito passará muito em breve a ter duas grandes vertentes: a do Direito sobre a Propriedade Material e a do Direito sobre a Propriedade Imaterial. 2ª. A péssima qualidade da maioria das propostas legislativas envolvendo a Propriedade Intelectual, particularmente no campo do Direitos Autorais. Como se legisla mal nessa área. Em geral a paixão, a demagogia e os interesses mesquinhos são colocados à frente da razão, do bom senso. Fica difícil de saber, na atualidade, se os nossos parlamentares pretendem legislar para defender o autor ou para se defender do autor... 4ª. O combate incessante à "pirataria", atividade clandestina e fraudulenta que acarreta enormes prejuízos aos titulares de Direitos Intelectuais, com grave repercussão na arrecadação fiscal. Além das periódicas reuniões que realiza, a nossa Comissão tem por objetivo promover, nos próximos meses, dentre outros possíveis projetos, um seminário na EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Comissão de Direito Autoral, Direitos Imateriais e Entretenimento da OAB-RJ, presidida com eficiência pelo nosso companheiro, Dr. Sydney Limeira Sanches. Dessa forma, pretendemos atingir um público alvo da maior importância - juízes e desembargadores - e, com isso, contribuir para melhorar a qualidade, ainda muito sofrível, de boa parte das decisões judiciais proferidas sobre as questões envolvendo a Propriedade Intelectual. Esperamos que essa iniciativa tenha um êxito ainda maior do que os Ciclos de Debates que realizamos em anos anteriores, tendo como palco o Plenário do próprio IAB. Registro a minha imensa satisfação de presidir um grupo tão harmônico e valoroso de juristas, uma confraria de amigos que, "por amor à arte" e apesar de seus inúmeros afazeres profissionais, sempre encontram um tempo para lutar, em nível institucional, pelo aprimoramento da proteção à criação intelectual no Brasil. Que sirva de exemplo e motivação para os demais advogados patrícios. Por fim, destaco o valioso apoio que nossa Comissão sempre recebeu de todos os presidentes do IAB que sucederam o Ivan Alkmim - os ilustres colegas Celso Soares, Maria Adélia Campello, o saudoso Paulo Saboya e o atual Presidente, Henrique Maués, que vem se empenhando ao máximo para motivar e incrementar cada vez mais as atividades das Comissões Permanentes do IAB. João Carlos de Camargo Eboli |
No dia 16 de junho de 2010 foi realizada, no Centro Cultural, uma reunião informal de membros da Comissão Permanente de Direito de Propriedade Intelectual. Estiveram presentes os Drs. João Carlos de Camargo Eboli, Bruno Maldonado Thompson, Fernando Fragoso, João Carlos Müller Chaves, Roberto Chamas e Gustavo Leonardos, que, por sinal, deverão, ao lado de outros integrantes da Comissão, ser reconduzidos como membros do referido Colegiado pela nova administração do Instituto. Na oportunidade, foram debatidos importantes temas, como a recente reunião, no Rio de Janeiro, da Comissão de Propriedade e Livre Comércio do Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional (CCI), presidida pelo nosso ilustre consócio, o Prof. Theophilo Azeredo Santos. Na reunião da CCI mereceram especial destaque temas momentosos e polêmicos, como as práticas anticompetitivas, a quebra de marcas de indústria, comércio e serviço no âmbito internacional e a retaliação envolvendo direito de propriedade industrial em disputas na OMC - Organização Mundial do Comércio. Sobre este último assunto, já se pronunciou a Comissão Permanente de Direito de Propriedade Intelectual, através de parecer da lavra do Dr. Gustavo Leonardos (já aprovado pelo Plenário do Instituto), que, por sinal, encontra-se reproduzido neste "site". Representaram o IAB no importante encontro da CCI, a convite do Prof. Theóphilo Azeredo Santos, os nossos colegas, Drs. João Carlos de Camargo Eboli e Bruno Maldonado Thompson, respectivamente presidente e vice presidente da referida Comissão Permanente. Outra relevante matéria tratada na citada reunião informal da Comissão foi o anteprojeto de lei do Ministério da Cultura, visando à criação de um novo Diploma Autoral no País, em substituição à atual Lei vigente (Lei nº 9.610, de 1998). O Dr. João Carlos Eboli disse temer que, a pretexto de flexibilizar o uso das obras e produções intelectuais, em nome do direito de acesso à cultura, o anteprojeto, caso convertido em Lei, termine por fragilizar a proteção aos direitos autorais no Brasil, o que seria lamentável. A matéria será objeto de criterioso exame pela Comissão, que deverá elaborar, em forma de moção ou proposta de in dicação, um judicioso parecer sobre o assunto, a ser encaminhado à análise e aprovação do Plenário do Instituto, observadas as normas estatutárias e regimentais pertinentes. Em sendo aprovado, o documento será encaminhado às autoridades competentes, em Brasília, como um importante subsídio, cujo único escopo será o de contribuir para o aprimoramento de nossa legislação autoral, de maneira equilibrada e prudente, sem o sacrifício de algumas das prerrogativas básicas arduamente conquistadas por autores, artistas, editores e produtores de fonogramas ao longo das últimas décadas. |
Conheça os trabalhos desenvolvidos |
Estimados associados: Fernando Fragoso
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Foi instalada no dia 06/08/2010 a Comissão de o Ambiente do IAB, recém designada pelo Presidente Doutor Fernando Fragoso. A Comissão será presidida pelo advogado e professor Paulo de Bessa Antunes, que é conhecido jurista da área ambiental, sendo autor de diversos livros e artigos sobre o tema, tendo como Vice Presidente o Doutor Aldo Zucca. A Comissão pretende aproveitar a experiência dos membros mais antigos e dinamizar as atividades específicas de sua atribuição com a realização de seminários e conferências sobre temas da atualidade ambiental. Estuda-se a realização de um evento sobre Unidades de Conservação e Direito de Propriedade. | |
Dr. Aldo Jácomo Zucca - Membro do IAB | |
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Dr. Mauricio Barreira | |
Dr. Edinal Mesquita - Membro do IAB | |
Dr. Leonardo Vilarinho - Membro do IAB | |
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Dr. Antonio Fernando Pinheiro Pedro - Membro do IAB | |
Dr. Fernando Fragoso, presidente do IAB | |
Dr. Gerdal Renner dos Santos - Membro do IAB | |
Dra. Guilhermina Lavos Coimbra - Membro do IAB | |
Dr. Marcio Barandier - Membro do IAB | |
Dr. Robert Lee Segal - Membro do IAB |
Em 17 de agosto de 2010, foi realizado o primeiro encontro da Comissão de Direito Financeiro e Tributário, sob a presidência do doutor Leonardo Pietro Antonelli. Iniciada a reunião, foram apresentadas sugestões de pesquisa e desenvolvimento de temas atuais em matéria tributária, todos amplamente debatidos pelos demais membros. Primeiramente, foram expostos pelo presidente os projetos de Emenda à Constituição Federal, de Lei complementar e Leis federais e estaduais relacionadas ao Direito Tributário. Dentre os vários projetos apontados na pauta, os PLP nº 469/2009 e nº 537/2009, que visam alterar regras de prescrição, de decadência e de suspensão da exigibilidade de crédito tributário, foram os mais destacados, restando decidido que será realizado um estudo mais aprofundado sobre ambos. Foi proposta a realização de evento acadêmico sobre o Projeto de Lei nº 354/2009, do Senado Federal, e Projeto de Lei nº 5.228, da Câmara dos Deputados, que versam sobre medidas de estímulo à prática de cidadania fiscal e repatriamento de recursos depositados no exterior, respectivamente. A Comissão apoiou a iniciativa, e realizará uma palestra com intuito de discutir os temas, prevista para ocorrer em novembro de 2010. Na seqüência, o dr. Leonardo Antonelli destacou os recursos repetitivos (STJ) e os recursos com repercussão geral (STF) mais relevantes, nos quais o IAB poderia ingressar como amicus curiae. Da mesma forma, foi indagada a possibilidade de propositura de ações judiciais pelo Instituto, para fins de defesa dos direitos e interesses da coletividade. Outra meta a ser atingida seria a assinatura de convênios acadêmicos com outras instituições, tais como: Emarf, Emerj, EJE, ABDF, com o objetivo de obter cooperação recíproca no desenvolvimento acadêmico. Ao final, debateram a elaboração de um projeto de Reforma Tributária, que será elaborado pela Comissão e enviado ao próximo Presidente da República, após a eleição. Este e os demais temas serão objetos da próxima reunião do grupo, que ocorrerá no dia 6 de outubro de 2010, às 10h. | |
Em seqüência: Dr. Rafael Pires, Marcos Orlandi e Alexandro de Oliveira. Ao fundo, Dr. Alexandre Ribeiro, Dr. Adilson Pires e Dr. Célio Barbieri. | |
Ao fundo: Dr. Marcus Livio, Fernanda Bernardo, Dra. Claudia Pereira Nunes, Dr. Aurélio Seixas, Dra. Carolina P. Lopes, Dr. Alexandre Ribeiro e Dr. Adilson Pires. Sentados na mesa, de frente, estão Dra. Raquel Ribeiro, Dr. Leonardo Antonelli e Dr. Alexandre França. | |
Mesa de debates | |
Da esquerda para a direita: os colaboradores Alexandro de Oliveira, Marcos Orlandi e Rafael Pires | |
Dr. Leonardo Pietro Antonelli | |
Da esquerda para a direita: Dr. Alexandre Ribeiro, Dr. Adilson Pires, Dr. Ramiro Guerreiro, Dr. Célio Barbieri e Dr. José Fernando Barbosa de Oliveira. |
Tomaram posse ontem os membros da Comissão Permanente de Direito Constitucional do Instituto, em solenidade presidida por Fernando Fragoso, que dirigiu breve saudação aos sócios presentes, e afirmando que esta é a comissão temática mais importante do Instituto, tendo em vista que nos dias que correm todas as demais áreas do Direito mantêm intima vinculação com o Direito Contitucional. Não será bem informado o profissional, de qualquer segmento, que não tenha sólidos conhecimentos da lei fundamental, razão pela qual passam por esta Comissão uma grande quantidade de indicações, demandando pareceres. | |
Min. Célio Borja, Sen. Bernardo Cabral e Dr. Fernando Fragoso. | |
Público presente | |
Min. Célio Borja, Sen. Bernardo Cabral e Dr.José Ribas Vieira | |
Público presente | |
Dra. Moema Baptista, 2ª Vice-Presidente do IAB | |
Dr. Oscar Argollo. Membro do IAB | |
Min. Celio Borja - VIce-Presidente da Comissão de Direito Constitucional | |
Senador Bernardo Cabral - Presidente da Comissão de Direito Constitucional | |
Senador Bernardo Cabral - Presidente da Comissão de Direito Constitucional | |
Dr. José Ribas Vieira - Coordenador da Comissão de Direito Constitucional | |
Dra. Teresa Cristina Pantoja - Diretora Cultural do IAB | |
Público presente |
Instalou-se no Plenário do IAB, no último dia 22 de julho, a Comissão de Prevenção à Dependência Química, que será presidida pelo consócio Prof. Talvane de Moraes, cuja autoridade na Psiquiatria Forense o credenciou ao cargo. São membros da Comissão: Dr. Marco Apolo da Silva Ramidan, Humberto Henrique, Des. João de Deus Lacerda Menna Barreto, Profª. Regina Lúcia Brandão Alencar, Dr. Arnaldo Libmam, Dr. Ernesto Maier Rymer, Dr. Jorge Luiz Dodaro, Dra. Martha Christina Terra de Mello, Dra. Celuta Cardoso Ramalho, Dr. Geraldo Bezerra de Menezes, Cel. Francisco Borjas Duran, Profª. Ester Kosovski, Dr. Ubyratan Cavalcanti, Dr. Antônio Carlos Rayol, Dr. Carlos Pessoa de Aquino, Dr. Jorge Jaber, Dr. Calil Nicolau Hezim e Dra. Vânia Novelli Domingues.. Na tarde do mesmo dia, realizou-se uma jornada com vários temas pertinentes à Comissão. | |
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Ubyratan Cavalcanti - secretário geral do IAB e Dr. Fernando Fragoso, presidente do IAB | |
Dr. Talvane de Moraes, presidente da Comissão de Prevenção à Dependência Química | |
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Senhor Presidente deste Instituto dos Advogados Brasileiros, Senhores Diretores, Prezados consócios, Estimados companheiros da Comissão de Direito Penal, Demais presentes a esta primeira sessão do Instituto que se realiza sob a presidência do advogado Fernando Fragoso. Foi com muita honra que recebi do nosso Presidente a gratificante tarefa de reproduzir para este plenário os, digamos, "melhores momentos" das intensas, riquíssimas e - por que não dizer? - bem humoradas reuniões da Comissão de Direito Penal deste IAB, que resultaram na elaboração de judicioso Parecer ao Projeto de Lei do Senado de n. 156/09, que trata do novo Código de Processo Penal. Receio pontuar que seria, de certo modo, apequenar a atividade de nossa Comissão inventariar unicamente as discussões ali travadas sobre este Projeto de Lei. Esta atividade, não há dúvida, foi, por inúmeras razões, a faceta do nosso trabalho que ganhou mais visibilidade. Mas é preciso registrar que só foi possível a elaboração de parecer de tal envergadura porque a Comissão era composta, secretariada e presidida por um seleto grupo de estudiosos, todos dotados de refinada formação acadêmica e, mais que isso, todos efetivamente empenhados em contribuir para o aperfeiçoamento do ordenamento jurídico-penal, dotando-o de instrumentos que viabilizem o escrupuloso cumprimento das garantias individuais, cláusulas pétreas de nossa vintenária Constituição Federal. Lembro que nossas reuniões, inicialmente semanais - no começo foi preciso "zerar" o passivo de indicações sem andamento - se realizavam no estimulante ambiente da biblioteca e eram aguardadas com ansiedade quase juvenil pelos seus integrantes, dado o virtuoso espírito de camaradagem que nos envolvia a todos, posto representasse aquele um precioso momento em que nos encontrávamos para debater os gostos e os desgostos atinentes ao exercício dessa apaixonante especialidade - a advocacia criminal. Nessa atmosfera benfazeja, antes da Comissão se dedicar ao parecer do CPP - a partir de quando as reuniões tornaram a ser semanais em razão da urgência e do volume da matéria - foram apreciadas centenas de outras indicações, cada uma delas detalhadamente relatada, discutida e votada por número dificilmente inferior a 12 membros (conferi as datas!), devendo-se destacar que não raras vezes o parecer final vinha de ser aprovado por estreita margem de um ou dois votos, denotando essa dissensão, sr. Presidente, não rusgas pessoais entre consócios, mas, ao contrário disso, o genuíno empenho de cada um em dar sua mais aprimorada contribuição para o aperfeiçoamento do ordenamento jurídico-penal brasileiro. Creio que foi esta equilibrada mistura de donaire com saber jurídico que determinou o elevado padrão de qualidade de nossa produção, possibilitando a emissão de tantos pareceres, destacadamente o que se elaborou a respeito do PLS 156/09 - o Novo Código de Processo Penal, sobre o qual falaremos agora. O trabalho foi dividido, em conformidade com os Títulos do anteprojeto do Senador Casagrande, incumbindo-se cada membro (às vezes mais de um), de relatar um ou mais temas, obedecendo-se à seguinte ordem: I - Princípios fundamentais: Diogo Malan II - Investigação criminal: Alexandre Moura Dummans III - Ação Penal: Ricardo Pieri IV - Sujeitos do Processo: Ricardo Pieri V - Competência: Kátia Tavares VI - Atos Processuais: Fernando Fragoso VII - Prova: Fernando Fragoso VIII - Procedimentos: Carlos Eduardo Machado, Leonardo Villarinho e Renato Tonini IX - Sentença: Simone Schreiber X - Questões e Processos Incidentes: Déa Rita Matozinhos XI - Recursos: João Carlos Castellar XII - Medidas cautelares: Thiago Bottino e Victória Sulocki XIII - Ações de Impugnação: Antônio Claudio Mariz de Oliveira, Denis Sampaio, Fernando Pizzaro Drummond e Victoria Sulocki (habeas corpus) XIV - Relações jurisdicionais com autoridade estrangeira: Marcio Barandier XV - Disposições finais: Edson Ribeiro Em ordem sistemática, foram realizados os debates e votações, em sessões memoráveis, das quais também participaram outros associados, como Rodrigo Machado e Francisco Ortigão e também estudantes de direito convidados para assistir, restou acumulado volumoso material que necessitava ser condensado e ordenado, criando-se, então, uma Comissão de Sistematização. Esta Comissão, presidida por Diogo Tebet e composta por Márcia Dinis, Marcio Delambert, Marcos Crissiúma (que a secretariou) e João Carlos Castellar, após meticuloso trabalho, deu conta de formatar todos os textos, confrontando-os com as atas da Comissão para evitar possíveis equívocos, desenhando um quadro comparativo entre o texto do Projeto e as alterações propostas. Pronto e acabado o texto final foi entregue ao Presidente Fernando Fragoso, que o repassou ao então Presidente do IAB, Henrique Maués, que o endereçou por correio eletrônico aos Senadores José Sarney, Presidente do Senado e José Renato Casagrande, relator do PLS, o fazendo, ad referendum do plenário desta casa, eis que o tempo era demasiado escasso. Nesta tarefa, a articulação promovida por Kátia Tavares foi de fundamental importância. Depois de enviado àquelas autoridades, o parecer foi editado em forma de brochura - a próxima edição virá com capa dura! - que foi e vem sendo distribuído para diversos institutos e associações congêneres, constituindo-se, desde já, em obra de referência nas discussões que envolvem este projeto de lei. Dir-se-ia que nosso parecer é demasiado ousado e perigosamente garantista e que, por isso, nossas sugestões não serão acolhidas no Congresso Nacional. Paciência. Não será a primeira vez que a voz dos progressistas, dos democratas, dos defensores dos direitos humanos, das liberdades públicas, das garantias individuais deixará de ser ouvida. Mas a Comissão de Direito Penal do IAB, ao elaborar seu parecer a respeito do Código de Processo Penal, não estava fazendo política; estava fazendo Direito (o trocadilho é pertinente); estava emitindo opinião jurídica e não podia arredar pé desse proceder, posto que é imperativo estatutário. Não nos preocupou, senhoras e senhores, no curso de nossas discussões, a obtenção de pequenas vitórias. Não queríamos aprovar sugestões com vistas a negociar soluções intermediárias: dispositivos cuja redação não concordávamos simplesmente suprimíamos ou substituíamos o texto por outro que entediamos mais adequado; não nos preocupava, repita-se, o ganho pontual, mas sim o julgamento da História. Pensávamos que, quem sabe daqui há cem anos, viesse um pesquisador a se interessar pela contribuição dada pelo o IAB para este CPP que se avizinha, e veria que esta sesquicentenária entidade, entre outras questões igualmente relevantes, não arrefeceu no tocante à preservação da garantia do habeas corpus para sanar toda e qualquer coação ilegal; manteve o rol das nulidades capazes contaminar absolutamente o processo penal; se posicionou contrariamente à institucionalização do chamado juiz de garantias, alertando para os riscos de "policização" da judicatura, não se dobrando, enfim, à hodierna onda repressiva que ultrapassa os limites constitucionais, ao discurso de lei e ordem e ao incremento da punibilidade como forma de seleção e exclusão dos que não são absorvidos pelo mercado de trabalho e sofrem as agruras do capital especulativo. Foi, senhor presidente, com certeza, o mais profícuo trabalho de equipe do qual participei e creio que os demais consócios participam dessa opinião. Tenha certeza, além disso, que não fosse estarmos todos sob sua presidência realizar este trabalho não teria sido tão interessante quanto foi. Muito obrigado. |
| Comissão de Direito Penal do IAB encaminha parecer com sugestões ao Senado Federal. | |
Lei de Anistia - ADPF 153 A Comissão Permanente de Direito Constitucional, na sua reunião de 30/11/2009, aprovou com louvor e à unanimidade, depois de intenso debate, o parecer do Dr. Sergio Ribeiro Muylaert sobre a possibilidade do Instituto atuar como amicus curiae na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº. 153, proposta pelo Conselho Federal da OAB, contra a Lei de Anistia (Lei 6.683/1979). Os membros da Comissão manifestaram, em consenso, que o estudo do Dr. Sérgio Muylaert representa um relevante serviço à democracia e resgata fatos tristes da História do País, que não devem ser esquecidos para se evitar sua repetição no futuro. Para os membros da Comissão, o Brasil deverá se posicionar da mesma forma que os Países vizinhos da região, como a Argentina, que no julgamento da Causa nº. 17.768, proferido por sua Corte Suprema, declarou inconstitucional lei de anistia semelhante à lei brasileira, como constou no referido parecer. O referido parecer da Comissão será agora submetido ao Plenário do IAB". | |
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Da esquerda para a direita, Dr. Luiz Octávio Rocha Miranda Costa Neves, Dra. Guilhermina Lavos Coimbra e Dr. Sérgio Luiz Pinheiro Sant'anna | |
Da esquerda para a direita, Dr. Alexandre Brandão Martins Ferreira, Dr. Felipe Dutra Asensi e Dr. Alexandre da Cunha Ribeiro Filho | |
Dr. Jorge Rubem Folena de Oliveira - Presidente da C.P.D.C |